quarta-feira, 4 de maio de 2016

Lei inclui o ensino de Dança, Artes visuais, música e Teatro no currículo escolar.

Foi publicada nesta quarta-feira (3) a Lei 13.278/2016, que inclui as artes visuais, a dança, a música e o teatro nos currículos dos diversos níveis da educação básica. A nova lei altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB — Lei 9.394/1996) estabelecendo prazo de cinco anos para que os sistemas de ensino promovam a formação de professores para implantar esses componentes curriculares no ensino infantil, fundamental e médio.

A lei tem origem no substitutivo da Câmara dos Deputados (SCD)14/2015 ao projeto de lei do Senado (PLS) 337/2006, aprovado no início de abril pelo Plenário do Senado. O texto foi sancionado pela presidente Dilma Rousseff na terça-feira (2) e vale a partir da data de publicação.

A legislação já prevê que o ensino da arte, especialmente em suas expressões regionais, seja componente curricular obrigatório na educação básica, “de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos”.

A proposta original, do ex-senador Roberto Saturnino Braga, explicitava como obrigatório o ensino de música, artes plásticas e artes cênicas. A Câmara dos Deputados alterou o texto para “artes visuais” em substituição a "artes plásticas", e incluiu a dança, além da música e do teatro, já previstos no texto, como as linguagens artísticas que deverão estar presentes nas escolas.

Para o relator da matéria na Comissão de Educação (CE), Cristovam Buarque (PPS-DF), a essência da proposta foi mantida no substitutivo da Câmara.

— Esse é um projeto que só traz vantagens, ao incluir o ensino da arte nos currículos das escolas. Sem isso, não vamos conseguir criar uma consciência, nem ensinar os nossos jovens a deslumbrar-se com as belezas do mundo, o que é tão importante como fazê-los entender, pela ciência, a realidade do mundo — observou Cristovam, na discussão da matéria em Plenário.


Fonte: www12.senado.leg.br

sexta-feira, 29 de abril de 2016

29 de abril- Dia Internacional da Dança

Em cada movimento... Percorremos caminhos.
Em cada giro, percorremos o mundo.
Em cada gesto, agradecemos ao senhor.
Em cada música, viajamos pelas notas.
Em cada aplauso, a sensação de querer ir mais longe.
E em cada tropeço, a certeza de que podemos cair, se levantar e continuar a dançar...

Feliz Dia Internacional da Dança às alunas, ex-alunas, amigas (os) irmãs e todos aqueles que como eu amam dançar.

Profª Paula

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Admirável Alicia Alonso














     Alícia Alonso é uma bailarina cubana. Um exemplo de superação, talento, elegância e sucesso no mundo da dança! Começou a dançar aos 11 anos de idade, se formou nos EUA, mas retornou a Cuba, criou sua escola, casou-se muito novinha e nada foi fácil na trajetória dessa bailarina ilustre. Aos 19 anos perdeu grande parte da visão devido a um descolamento de retina. Foi incentivada a desistir, procurar outra profissão ou cuidar dos filhos, pois não conseguiria destaque, oportunidades, premiações e reconhecimento como bailarina. Diziam que era melhor desistir, pois jamais seria renomada.
      Mas... Felizmente, ouviu o seu coração, ao invés de sofrer pelo que perdeu, preferiu considerar tudo o que tinha, o que ainda podia fazer e dessa vez mais do que nunca dançar para ser feliz, para alegrar a alma, transmitir seu talento e provar aos pessimistas que o impossível só existe para os que não crêem, abandonam os seus sonhos ou se preocupam somente com o retorno, status e remuneração. Todos os que tentaram desanimá-la ficaram surpresos quando ela respondeu que só queria dançar, que não importava se seria ou não renomada. Queria apenas ser feliz e viver o tempo que Deus lhe desse fazendo o que mais alegrava o seu coração. Que ela ia dançar pelo resto da vida... Que enquanto estiver viva, continuará dançando... Ainda que poucas partes do corpo possam se movimentar ou que apenas com os pensamentos consiga dançar.
     Provou para o mundo que não há idade, limites, opiniões ou sofrimentos que destruam seus sonhos. Que a conquista chega aos que buscam e acreditam. E todos aqueles que não possam te apoiar, ajudar ou incentivar... Não precisam estar ao seu lado, nem aplaudir suas conquistas. Pois o sonho, a vida e as limitações são suas e nada no mundo pode fazer com que você desista!
     Hoje a Alícia está com quase 93 anos. Dançou pelo mundo e encantou grandiosos espetáculos. Participou das mais famosas companhias de dança. Abriu sua nova escola "Ballet Nacional de Cuba". Criou seu próprio método, inovou com propostas que consideravam as diferenças  e tornava possível a participação de todos os que amavam dançar.
     No mundo todo é conhecida e admirada. Dançou o Ballet GISELE por mais de 40 anos. Sua última apresentação como GISELLE foi aos 73 anos de idade, quase com perda total da visão. Seu parceiro tinha que estar no exato local combinado e era seguida por luzes. Dançou também Carmem, Dom Quixote, Lago dos Cisnes e outros repertórios famosos. Até hoje é a bailarina mais premiada que existe. Viaja pelo mundo dando entrevistas, levando sua metodologia e acompanhando grandes companhias. Ainda é a diretora do Ballet Nacional de Cuba e diz nas entrevistas que não quer se aposentar, pois pretende viver até os 200 anos e vai continuar dançando...

Aprenda a fazer um coque de bailarina perfeito!

1º- Faça um rabo de cavalo alto e com elástico BEM FORTE!
Uma boa dica é usar o elástico da cintura da meia-calça. COMO? Sabe aquela Meia-Calça velha, furada que vai para o lixo???

Pois Corte o elástico da cintura e faça um ótimo elástico para cabelos. Além de reaproveitar um material que seria descartado, este elástico não quebra os cabelos, prende bem e não arrebenta com facilidade.

EXPERIMENTE!!!

2º- Garanta que nenhum fio ficará arrepiado. Use gel em apresentações e espetáculos para garantir a beleza e também a estabilidade do coque. O Gel além de não deixar os fios arrepiados também ajudam a deixar o coque bem firme, evitando que caiam durante a aula ou apresentações.
    Para não usar sempre o Gel que pode danificar os fios, em dias de aula use creme para pentear ou Mousse Fixador.

3º Enrole o cabelo inteiro. Se tiver muito cabelo, divida o rabo de cavalo em duas partes. Com os cabelos molhados é mais fácil e fica mais bonito, mas não é recomendado usar com frequência, então somente faça o coque com os cabelos molhados em dias especiais.

4º Enrole o cabelo em volta do elástico. Cuide para não ficar torto.

5º Coloque muitos grampos da cor do cabelo. Se os fios forem longos ou pesados, use grampos GRANDES, os pequenos não irão suportar o peso. Para franjas, pouco cabelo, laterais e bordas, use os grampos PEQUENOS.
Os grampos são essenciais para segurar o coque. Poucos grampos deixam o coque mole e basta um salto ou giro com a cabeça para o coque despencar.

6º  Para Finalizar, coloque redinha transparente, normalmente não são vendidas em lojas de artigo de ballet, mas sim em perfumarias e farmácias.
Sem dúvidas é a redinha que deixa o coque mais elegante e bonito. Mas ela só serve para finalizar, não segura o coque quando o elástico for fraco ou tiver poucos grampos.
Para aula, use a redinha mais grossa vendidas em lojas de ballet ou academias. Elas seguram mais o coque mas não são muito bonitas para apresentações.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Sapatilhas de Pontas

   Dançar nas sapatilhas de pontas é o sonho de toda bailarina. Elas são lindas, elegantes e deixam a dança com aparência leve e suave. 
  Mas não é assim tão simples! É necessário um preparo físico adequado para que a bailarina não se machuque, consiga equilíbrio e aos poucos introduza os passos antes realizados na meia ponta, agora para as pontas. 
   O professor (a) é a pessoa ideal para avaliar as condições da aluna e indicar a sapatilha ideal. 

    A acomodação de um par de sapatilhas para ballet difere de um calçado tradicional ou (d)esportivo: De um modo geral as sapatilhas de pontas devem ficar confortavelmente justas mas não apertadas, contrariamente ao desejo de muitos pais, as sapatilhas de ballet não devem ser acomodadas com folga para o pé crescer, a escolha das sapatilhas de pontas é a mais importante do equipamento do praticante, assim recomendamos que o faça sem pressas e com a ajuda de um profissional acostumado a acomodar sapatilhas de ballet.

1 Caixa/Box, 2 Asas, 3 Pregas, 4 Sola, 5 Costura calcanhar, 6 Costura medial, 7 Calcanhar, 8 Gáspea, 9 Plataforma.

1 Cordão, 2 Palmilha, 3 Enfuste/Alma 4 Sola 


Morfologia dos pés da bailarina 

A escolha do modelo deve ser feita em função da morfologia dos pés do praticante, pés egípcios e quadrados requerem plataformas mais largas, ao passo que pés gregos requerem caixas mais afuniladas. 

Alguns fabricantes oferecem diferentes tamanhos de gáspea para acomodar diferentes comprimentos de dedos.

Pés Egípcio, Grego e Quadrado

Diferentes entradas e formatos de caixas. 

A Caixa/Box

A caixa deve conter os dedos para que o peso seja distribuído uniformemente. No trabalho de pontas, a bailarina deve sentir o peso na plataforma sem afundar na caixa, deve sentir-se apoiado nos metatarsos. Pressão insuficiente na caixa levará o pé a afundar, enquanto muita pressão na caixa empurra os dedos contra a plataforma. Ambas as situações levam à dor e falta de controle. Os dedos devem assentar na caixa sem estar comprimidos ou "encavalitados", permitindo uma ligeira liberdade. Os dedos devem poder ser movidos ligeiramente longitudinalmente, mas não significativamente lateralmente. A caixa deve parecer a continuação do peito do pé, demasiada folga entre a gáspea e o peito do pé, indica necessidade de procurar um modelo mais justo, se o peito do pé fica demasiado saliente da caixa indica necessidade de um modelo com uma caixa mais ampla.

Gáspea

O comprimento da gáspea deve ser escolhido em função do comprimento dos dedos, uma gáspea demasiado longa dificultará a colocação em pontas, uma gáspea demasiado curta fará a bailarina fazer ponta demasiado para a frente sem suporte (uma das causas das unhas negras/roxas).



Verificar o comprimento

Para verificar o comprimento existem duas formas;

a) A praticante deve-se colocar na segunda posição pllie, os dedos devem tocar levemente na plataforma da caixa sem fazer pressão, se não sentir a caixa as sapatilhas estão demasiado compridas, se sentir pressão as sapatilhas estão demasiado curtas.



Largura

A maioria das marcas de sapatilhas de pontas está disponível em diferentes larguras, a largura correta é determinada pela morfologia do pé. As sapatilhas com a largura adequada abraçam o pé, como uma segunda pele, sem o apertar.


   As sapatilhas de pontas devem ficar como uma segunda pele. Nem larga e nem justa, tampouco desconfortável.

   Sentir dores na hora de dançar é normal já que existe um processo de adaptação e a bailarina ainda vai aprender a distribuir corretamente o peso do corpo ao executar os passos. 

   Mas sentir dores com as sapatilhas nos pés antes de dançar significa que o modelo, tamanho ou tipo de sapatilha não está adequado ao seu pé. 

Por isso, não tenha pressa, tire todas as suas dúvidas com o professor (a) e com o vendedor. 



SAPATILHAS DE MEIA PONTA

    As sapatilhas utilizadas para dançar são bem diferentes das casuais utilizadas em passeios. 
    Elas são maleáveis como as meias, rígidas como os calçados e essenciais para executar os passos de dança. 
    Existem vários tipos de sapatilhas. Cada uma é indicada para um tipo de pé, modalidade de dança ou ginástica. 




SAPATILHAS DE MEIA PONTA:

   Esse tipo de sapatilhas é utilizado em danças clássicas (especialmente na fase de iniciação), dança contemporânea, jazz, dança sacra e litúrgica. 
   Podem ser utilizadas em várias cores de acordo com o figurino. Mas geralmente são nas cores branca, rosa ou salmão para as aulas de ballet clássico, preta para aulas de jazz, bege para dança contemporânea e douradas e prateadas em fantasias de carnaval por exemplo.
  São maleáveis como uma meia e apresentam uma parte rígida no solado e elásticos para que não saiam dos pés na hora de dançar. 
    Existem em materiais diversos, como: lona, couro, courino, strech, camurça e outros tipos. 
    Podem ser com sola inteira ou sola dividida também conhecida como "ovinho". 



POSIÇÕES DE PÉS E BRAÇOS

DANÇA CONTEMPORÂNEA



     A dança contemporânea surgiu na década de 1960, como uma forma de protesto ou rompimento com a cultura clássica. Depois de um período de intensas inovações e experimentações, que muitas vezes beiravam a total desconstrução da arte, finalmente - na década de 1980 - a dança contemporânea começou por se definir, desenvolvendo uma linguagem própria, embora algumas vezes faça referência ao ballet clássico.
Mais que uma técnica específica, a dança contemporânea é uma colecção de sistemas e métodos desenvolvidos a partir da dança moderna e pós-moderna. O desenvolvimento da dança contemporânea foi paralelo, mas separado do desenvolvimento da New Dance na Inglaterra. Distinções podem ser feitas entre a dança contemporânea americana, canadiense e europeia.

    A dança contemporânea não se define em técnicas ou movimentos específicos, pois o intérprete/bailarino ganha autonomia para construir suas próprias coreografias a partir de métodos e procedimentos de pesquisa como: improvisação, contacto - improvisação, método Laban, técnica de release, Body Mind Centery (BMC), Alvin Nikolai. Esses métodos trazem instrumentos para que o intérprete crie as suas composições a partir de temas relacionados com questões políticas, sociais, culturais, autobiográficas, comportamentais e quotidianas, como também a fisiologia e a anatomia do corpo. Aliado a isso, viu-se a necessidade de uma pesquisa teórica para complemento da prática.
O corpo na dança contemporânea é construído na maioria das vezes a partir de técnicas somáticas, que trazem o trabalho da consciencialização do corpo e do movimento, como a técnica Alexander, Feldenkrais, eutonia, Klauss Vianna (Brasil), entre outras.FORMAEXPRESSÃOARTE